18.11.06


"Depois da última noite de festa
Chorando e esperando amanhecer, amanhecer
As coisas aconteciam com alguma explicação
Com alguma explicação
Depois da última noite de chuva
Chorando e esperando amanhecer, amanhecer
Às vezes peço a ele que vá embora
Que vá embora...oh..."



16.11.06

Os versos que te dou

Ouve estes versos que te dou, eu
os fiz hoje que sinto o coração contente
enquanto teu amor for meu somente,
eu farei versos...e serei feliz...


E hei de faze-los pela vida afora,
versos de sonho e de amor, e hei depois
relembrar o passado de nós dois...
esse passado que começa agora...


Estes versos repletos de ternura são
versos meus, mas que são teus, também...
Sozinha, hás de escuta-los sem ninguém que
possa perturbar vossa ventura...


Quando o tempo branquear os teus cabelos
hás de um dia mais tarde, revive-los nas
lembranças que a vida não desfez...


E ao lê-los...com saudade em tua dor...
hás de rever, chorando, o nosso amor,
hás de lembrar, também, de quem os fez...


Se nesse tempo eu já tiver partido e
outros versos quiseres, teu pedido deixa
ao lado da cruz para onde eu vou...


Quando lá novamente, então tu fores,
pode colher do chão todas as flores, pois
são os versos de amor que ainda te dou.


(Poema de JG de Araújo Jorgedo livro "Meu Céu Interior" – 1934)

8.11.06

...

Uma palavra bastaria
para que eu te amasse
para que
junto a ti, eu ficasse
uma palavra bastaria
para que eu tivesse
o melhor dos dias
para que me tomasse a alegria
uma palavra bastaria
e então o pó desse mundo sumiria
a maravilha reinaria
uma palavra bastaria
para que só, eu não me sentisse
para me dizer "sei que tu existe"
sabe, uma palavra
vinda dos teus lábios, do teu coração
bastaria...
assim como bastou
o toque de tua mão
uma palavra
dentre tantas pronunciadas
uma palavra
a mim dedicada
a minha alma flutuaria
e feliz,
ah sim...
feliz para sempre,
EU SERIA...