10.11.10

só um (...)

A cabeça que deita no travesseiro não é a mesma que se equilibra a duras penas no pescoço dia após dia. Na horizontal o que estava guardado desce, ou sobe, e vez ou outra levam esse corpo pesado para lugares tão atualmente distantes que parece filme dos outros.
Olhos fechados e esforço, posso recordar vagamente da risada e dos diálogos (tão leves) de uma época tão boa que confesso, cheguei a sentir saudades. Senti falta dos sofrimentos adolescentes, dos porres mal tomados de José e Jonny, de quando meu dinheiro não ia direto pra poupança.
E do melhor romance que tive sinto falta também. Das noites sem fim lembro da dor e do amor que sentia como quem vê uma foto, um retrato. Meu menino vai se tornar um homem maravilhoso e eu, eu encontrei o amor.