
"Il y a longtemps que je t’aime
Jamais je ne t’oublierai
J’ai perdu mon ami
Sans l’avoir mérité
Pour un bouquet de roses
Que je lui refusai..."
Sabes, é certeza. Porque dói dia e noite, e de tarde dói também, ou sinto uma saudade imensa e me jogo de cabeça, me atiro em pensamento nas lembranças, que é pra ficar mais pertinho e doer mais um pouquinho. Se assim não fosse, reinventaria. Se não doesse não saberia. Que te amo e só não sei como dizer, que meu peito se enche de um algo a mais e tudo que vejo são tuas regatas brancas e teu sorriso grande. Que tua voz é impressionantemente irritante e meus ouvidos não escutam nada além. E todas as minhas músicas são tuas, são minhas para ti, e eu não sei cantar então preciso que me ajudes só um pouquinho. Porque a felicidade, meu amor, para mim tem o teu nome.
" Todas as cartas de amor são Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras, Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso Cartas de amor Ridículas.
Afinal, só as criaturas que nunca escreveram Cartas de amor,
É que são Ridículas."
(Poema - Todas as Cartas de Amor São - Álvaro de Campos)
