18.5.08

Sol

Tantas coisas acontecendo que ainda perco um pouco a noção do espaço/tempo dos fatos, parece tudo muito ontem, muito de repente. Quase esqueço o tempo que fiquei parada, esperando que calassem as minhas dúvidas enquanto eu inventava histórias.
E me perdi na minha reação, deixei a guarda aberta e sorri mais uma vez pra pessoa errada. Talvez achando que todas as pessoas sejam um pouquinho erradas, mesmo eu. É esta falta de aceitação de si que gera a infelicidade, por isso agora eu vou aceitar apenas o que eu posso dispor no presente. E nada mais!

1.5.08

porque nada mais cabe aqui...

E você quase não me olhou nos olhos.
Falou alto e fez piada. Era como se eu não estivesse ali, coisa de menina insegura.
Assim, como eu.

A diferença é que me calo e você tem todas as respostas. Mas, no final das contas, é tudo a mesma coisa, o mesmo medo ou sei lá o quê.
Era tão óbvio o seu não querer.
Estar e ser, ali e você.
Eu amei exatamente o que ficou guardado, o que só pude adivinhar.

Amei uma promessa de você.
Mas, também senti pena, um aperto danado no peito, por saber que talvez, e só talvez, nunca seja.