3.7.09

muito!

dói esse não amor, dor que é minha e de mais ninguém.
tão sentida, sofrida e calada assim foi jogada por querer
num canto vazio, num breve arrepio, no pesar de viver.

grito a plenos pulmões um choro engasgado,
pois um beijo roubado ainda mora em mim.

e nas horas do dia, na cama vazia de casos de amor
pergunto aos meus lábios, mordidos, selados
se querem agora tentar te esquecer.


Tantas coisas na vida carecem de explicações, mas não o amor. A gente sente ardido na pele, amargo no peito, flutuando no estômago sem saber se é bom ou ruim. E os percalços no caminho de nada adiantam quando estamos determinados e cantando alto as músicas do Roberto Carlos. Não adianta nem tentar me esquecer...Não preciso de muito, são tantas belezas que meu peito se enche de um turbilhão de sentimentos, de sons de criança, músicas antigas, perfumes, de Michael, família...meu peito está cheio de gestos modestos, de fotografias, paisagens, como um capítulo final de novela, como um livro pronto a ser editado.

“Foi num desses dias, quando está prestes a nevar e há uma eletricidade no ar.
Você quase pode ouvir, certo? E este plástico estava simplesmente dançando para mim como uma criança chamando para brincar... por quinze minutos.
Foi quando entendi que havia essa vida toda por trás das coisas e essa incrível força benevolente que dizia não haver razão para ter medo.
No vídeo, eu sei, não é a mesma coisa, mas ajuda a lembrar.
E eu preciso lembrar.
Às vezes, há tanta beleza no mundo!
Penso que não vou suportar e meu coração parece que vai sucumbir.”
(em Beleza Americana)

Um comentário:

Anônimo disse...

Cris suas palavras,seus pensamentos, seus textos, são: Facinantes, encantadores e profundos, a tradução dos sentimentos!
Leio seus textos e fico por horas pensando neles!

Boa Noite!