22.8.09

guarda baixa!

Eu entrei e ele nem me olhou na cara, dizendo não ser simpatia o seu forte.
Eu o odiei, obviamente. Mas educação ainda é a minha praia.
Confessei as minhas angústias, faço graça!
Ele ri. Ele ri e desconversa.
E quando eu passo me joga água.
Faço hora. Ele nem espera o meu banho, me chama num canto.
Penso na Cássia me dizendo ao ouvido:
"quer saber quando te olhei na piscina..."
Então, me vejo em seus olhos.
Fala baixo, abaixa ao meu lado.
Na boca um sorriso que ainda não conhecia.
Não desvio, não consigo. Nem ele.
Encantamento é palavra chave nesse monólogo.
Que suavemente vira uma conversa...
Da minha parte uma vontade,
e do outro lado um desejo explícito de continuidade.
Dos pequenos em comum, da felicidade.
De filhos que a vida trouxer,
de trabalhos que podemos fazer.
A fera se torna bela.
E eu que já sabia, eu que me conheço...
Sei que elogios me amolecem, que o comprometimento me atrai.
Essa conquista lenta dá ao olhar um peso sentido dos dois lados.
E faz com que meu nome pareça mais doce em seus lábios.

Um comentário:

Anônimo disse...

Olá sumida!

Espero que esteja bem!